segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Adaptação.


Adaptação.
A entrada da criança na escola é um marco na vida dela e dos seus pais, permeado por um misto de emoções: ansiedade, medo, insegurança e excitação.
A sensação de deixar seu filho com outras pessoas e fora de casa gera sofrimento e incertezas. Isto é normal, já que este é o primeiro processo de separação do contexto familiar que muitas crianças vivem. 
Porém tal evento deve ser encarado da forma mais natural possível, pois faz parte do desenvolvimento da criança.

Algumas ações podem contribuir para facilitar essa adaptação - sua e do seu filho:
1.Crie uma imagem positiva da escola, compartilhando com seu filho momentos felizes que viveu nessa época.
2.Acompanhe a criança no reconhecimento do espaço escolar. Algumas escolas permitem a permanência dos pais em sala de aula, aproveite para conversar e ver que vocês não os único com temores.
3.Seja verdadeiro e aberto com a criança! Explique que ele irá a escola, ficará com a professora e os colegas e depois retornará para casa.
4.Na volta para casa, deixe que a criança converse livremente sobre o que viveu, nada de bombardeá-la de perguntas. Segure sua curiosidade e transmita interesse, apoio e segurança.
5.Mantenha um bom diálogo com a equipe pedagógica e não hesite em tirar todas as suas dúvidas. Estabeleça uma relação de confiança com a escola!

Seja paciente e desfrute de cada momento, afinal é o início de uma grande história!

Novo acordo ortográfico!

Novo Acordo Ortográfico
Novo Acordo Ortográfico
A vigência obrigatória do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa passa a valer a partir do dia 1º de janeiro de 2016. A implementação estava prevista para 2013, mas o governo brasileiro adiou a medida para alinhar o cronograma com o de outros países lusófonos e dar prazo maior para a adaptação da população. O Acordo tem como objetivo unificar as regras do português escrito em todos os países que têm a língua portuguesa como idioma oficial. Confira a seguir quais serão as mudanças para os brasileiros 

Entre as mudanças na língua portuguesa ocasionadas pela reforma ortográfica, podemos citar o fim do trema, alterações da forma de acentuar palavras com ditongos abertos e que sejam hiatos, supressão dos acentos diferencias e dos acentos tônicos, novas regras para o emprego do hífen e inclusão das letras w, k e y ao idioma.
VAMOS COMEÇAR COM O TREMA

Com o novo acordo ortográfico o trema deixou de existir em todas as palavras da língua portuguesa. Se você se preocupava em escrever linguiça ou pinguim com os dois pontos em cima do u, esqueça.
 ANTES:
  • AGÜENTAR;
  • AMBIGÜIDADE;
  • FREQÜENTAR;
  • CONSEQÜÊNCIA;
  • SEQÜESTRO
AGORA:
  • AGUENTAR;
  • AMBIGUIDADE;
  • FREQUENTAR;
  • CONSEQUÊNCIA;
  • SEQUESTRO
Fique atento! 
O trema ainda existe em nomes próprios estrangeiros e suas derivações, como Bündchen, Müller e mülleriano, por exemplo. 
DITONGOS ABERTO
Com o novo acordo ortográfico, deixaram de existir os acentos nos ditongos – o encontro de duas vogais pronunciadas em uma só sílaba, como por exemplo ideia (EI é um ditongo) – abertos de palavras paroxítonas (que possuem acentuação na penúltima sílaba) como: moreia, europeia, paranoia, centopeia e onomatopeia.

ANTES:

  • IDÉIA;
  • ASSEMBLÉIA;
  • HERÓICO;
  • CORÉIA;
  • JIBÓIA
AGORA:
  • IDEIA;
  • ASSEMBLEIA;
  • HEROICO;
  • COREIA;
  • JIBOIA
LEMBRANDO QUE:

Um jeito fácil para identificar qual é a sílaba tônica, é o de “chamar” uma palavra, a sílaba que “seguramos” é a tônica da palavra em questão. 

Os acentos agudos ou circunflexos devem aparecer nas paroxítonas terminadas em: 


R - Câncer, revólver

X - Fênix, tórax 

N - Hífen, Éden 

L - Amável, difícil

I - Júri, pônei 

IS - Lápis, fósseis

Ã/ÃS - Órfã, ímãs 

ÃO/ÃOS - Sótão, órgãos 

US - Bônus, vírus 

UM/UNS - Fórum, álbuns 

PS - Bíceps, fórceps 

Para gravar essas regras, acentuam-se as paroxítonas terminadas em todas as consoantes da palavra RouXiNoL, mais as terminações em: i, is, ã, ãs, ão, ãos, us, um, uns e ps.

Os que não deverão ser acentuados são os ditongos abertos “ei/oi” nas paroxítonas, mas não confunda, são os ditongos abertos na sílaba que caracteriza as paroxítonas e não paroxítonas terminadas com a letra “i”, pois neste caso serão acentuados como nos exemplos acima.

 Sendo assim, não se acentuam: heroico, jiboia, ideia, assembleia, aldeia, baleia etc. Para não errar, no momento em que ler uma paroxítona, note se na sílaba tônica há os ditongos abertos “ei/oi”, se os tiverem, é só não os acentuar.

HIATO

Com o novo acordo ortográfico, deixaram de existir os acentos circunflexos nos hiatos – uma sequência de vogais que pertencem a sílabas diferentes, como por exemplo enjoo (as sílabas da palavra são en/jo/o) – nos seguinte casos:

• oo – entoo, perdoo e abençoo
• ee – creem, releem e preveem
ANTES:
  • VÔO:
  • ENJÔO;
  • VÊEM;
  • LÊEM

AGORA:
  • VOO;
  • ENJOO;
  • VEEM;
  • LEEM

ACENTO DIFERENCIAL

Os acentos diferenciais, que são usados para distinguir duas palavras iguais com significados diferentes, como por exemplo pára (do verbo parar) e para (preposição) deixa de existir nos seguintes casos:
• Para (verbo)
• Pelo (substantivo) – que se diferencia da preposição pelo
ANTES:
  • PÁRA;
  • PÊLO;
  • PÓLO;
  • PÊLA
AGORA:
  • PARA;
  • PELO;
  • POLO;
  • PELA
Atenção! A nova regra não se aplica para:
• Pôde (do verbo poder no passado), que mantém o acento para se distinguir de pode, o uso do verbo no presente;
• Pôr (verbo), que mantém o acento para se diferenciar da preposição Por.
U E I TÔNICOS
A letra U deixa de ser acentuada nas sílabas que, qui, gue e gui de verbos como apaziguar, averiguar e obliquar.
Também perdem os acentos as palavras paroxítonas que têm a letra I ou U tônicos precedidos por ditongos, como a palavra feiura. 
ANTES:
  • APAZIGÚE;
  • AVERIGÚE;
  • OBLIQÚE;
  • FEIÚRA
AGORA:
  • APAZIGUE;
  • AVERIGUE;
  • OBLIQUE;
  • FEIURA
ALFABETO
A partir da nova regra ortográfica, o alfabeto brasileiro ganha mais três letras, passando de 23 para 26 letras no total. Foram incluídos o K, o W e o Y.
A inclusão das novas letras não é totalmente uma novidade para o brasileiro. Elas já eram usadas em algumas situações, como siglas ou palavras originárias de outras línguas:
Exemplos: km (abreviação de quilômetro), w (abreviação de watts), kg (abreviação de quilograma), kung fu, Washington, Kaiser e Franklyn.

Como ensinar pontuação! Fonte: acervo.novaescola

Como ensinar pontuação - Sequencia Didática
Como ensinar pontuação - Sequencia Didática 


Considerar que a vírgula tem a função de indicar uma pausa breve, o ponto de dar descanso à leitura e a interrogação de marcar a entonação é se basear na ideia de que eles servem apenas para marcar uma leitura em voz alta - o que, considerando o uso atual da língua, é no mínimo insuficiente. A pontuação é um dos recursos que o escritor utiliza para dividir o texto em unidades de sentido, dando hierarquia às informações e ajudando o leitor a compreender o que ele quer dizer. Pontuar, portanto, não é uma atividade secundária na escrita, mas faz parte dos recursos na produção do texto, assim como as diferentes tipologias, os espaços em branco, o negrito, as notas de rodapé e quadros, que têm essa mesma função. 
Veja também: Sinais de Pontuação
Ao trabalhar o conteúdo em sala de aula, você deve deixar de lado a velha fórmula de apresentar regras que predeterminam as funções dos sinais e esperar que os alunos as decorem. Como as crianças entram em contato com a pontuação já em suas primeiras situações de leitura e escrita, o mais adequado é aproveitar a familiaridade delas com os textos para analisar os diferentes usos dos recursos de pontuação nos mais variados gêneros. O essencial, portanto, é notar o contexto em que estão, a intenção que devem produzir e a maneira como o autor quis passar suas ideias (VEJA a sequência didática NO FINAL DA POSTAGEM)
Quem está acostumado a ensinar com base nas regras e muda a prática em sala de aula para a análise de variadas obras sente uma diferença brutal na aprendizagem dos estudantes. Foi o que ocorreu com Milene Aparecida de Lima Moreira, que leciona no 4º ano da EM Bernardo Ferreira Guimarães, em Rio Piracicaba, a 132 quilômetros de Belo Horizonte. Quando começou a fazer cursos de formação continuada sobre produção de texto, ela repensou sua maneira de trabalhar. Nos primeiros meses de aula, já utilizou os novos conhecimentos. 
Com base nos resultados de uma produção individual de texto, Milene identificou os erros dos estudantes e os itens a que precisaria dar mais atenção. "Eles acertavam na grafia das palavras e na construção da composição, mostrando coerência e começo, meio e fim bem delimitados", explica. No entanto, apesar de usarem os sinais de pontuação em exercícios com frases soltas, eles tinham dificuldades no momento de escrever textos completos. "As crianças usavam de vez em quando o ponto final e a vírgula. E só", relata. Milene criou uma série de atividades com o objetivo de analisar o uso de sinais que aparecem com frequência nos diálogos das fábulas, como dois-pontos e travessão. Para ela, a pontuação hoje tem outro propósito: "Se você quer que os alunos produzam bons textos, com fluência e lógica, esqueça as atividades de pontuação de frases isoladas", diz com propriedade.
Uma avaliação da pontuação, mais especificamente sobre o uso da letra maiúscula no início das frases na escrita infantil, foi o tema da tese de doutorado de Telma Weisz, especialista em alfabetização e supervisora pedagógica do programa Ler e Escrever, da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo. Na pesquisa, ela ressalta duas atividades importantes para levar a criançada a refletir. Uma ocorre durante a revisão, quando os aprendizes se debruçam sobre as próprias produções. A outra consiste na apreciação de obras de bons autores. Dessa forma, elas conseguem notar as regularidades existentes no estilo de escrita em questão e os efeitos que elas causam na leitura. Afinal, para conseguir escrever composições de qualidade, é preciso ter um bom repertório. 
Telma cita os textos jornalísticos como um material interessante para ajudar a pensar sobre os usos da vírgula, já que em jornais e revistas é possível identificar variados usos dela. O ideal, contudo, é diversificar: quanto mais amplo o leque de publicações com que as crianças entram em contato, mais rica é a bagagem de conhecimento que elas adquirem. Questioná-las sobre o porquê de uma vírgula ter sido colocada em determinado lugar ou o motivo de o autor ter usado reticências faz com que elas pensem e possam refletir sobre as intenções do autor. Sempre é possível repensar o uso de um sinal e trocar ideias com os colegas sobre ele. "A intervenção pedagógica é voltada para a reflexão sobre o funcionamento da pontuação num texto em particular e não para a formulação de prescrições genéricas", diz Telma. 
Sua lição de casa estará completa quando você conseguir articular diferentes atividades de leitura e produção de texto, analisando o papel da pontuação no discurso escrito. Há várias maneiras de fazer isso: propor leituras, pedir produções de texto, organizar a reescrita de histórias e solicitar que as crianças revisem os próprios textos. Com isso, elas podem notar as regularidades e perceber quando as regras fazem sentido, como a proibição do uso da vírgula entre o sujeito e o predicado. Essa sistematização do conteúdo não significa procurar regras para encaixar os exemplos, mas saber o que se quer comunicar e a capacidade desses recursos de influenciar a qualidade dos textos.
Sequência Didática - Pontuação nos discursos
Objetivo(s) 
  • Analisar o modo de introdução do discurso do personagem na fala do narrador: discurso direto e indireto.
  • Constituir um repertório de marcas gráficas.
  • Reconhecer as diferenças de efeitos de sentido no uso dos discursos direto e indireto.
Conteúdo(s)
Pontuação nos discursos direto e indireto.
Ano(s)



Tempo estimado
5 aulas
Material necessário
Cópias de cinco textos de um mesmo gênero (contos, crônicas, lendas ou fábulas) que utilizem de maneiras variadas o discurso direto (com aspas, travessão, dois-pontos, parágrafo) e o indireto (com recursos diversos para contar o que diz o personagem).
Desenvolvimento
1ª etapa
Forme duplas e distribua dois textos. Eles devem mostrar maneiras diferentes de apresentar a fala dos personagens (pelo discurso direto e pelo indireto). Discuta as obras dos autores, seu estilo e as características do gênero. Dê alguns minutos para que todos leiam individualmente o material. Em seguida, diga que notem como cada autor organizou o discurso e produziu efeitos utilizando a pontuação para construir o sentido.
2ª etapa
Peça que observem qual diferença há entre os textos em relação aos discursos direto e indireto. Em qual das maneiras as reações do falante são retratadas com mais fidelidade? Qual jeito de contar a história deixa o leitor mais distante das reações?
3ª etapa
Retome os dois textos e peça que os estudantes identifiquem as marcas de 1ª pessoa e de 3ª pessoa, relacionando-as com seus efeitos de sentido. Diga que os alunos destaquem com lápis coloridos as formas de representar as falas dos personagens. A intenção é que percebam a presença no discurso direto de verbos em 1ª pessoa (quando o autor reproduz literalmente a fala do personagem) e que no discurso indireto os verbos estão em 3ª pessoa (e o narrador conta o que o personagem falou).
4ª etapa
Levante a discussão sobre as diferentes possibilidades de marcar no texto o discurso direto: dois-pontos, aspas, parágrafo e travessão. Apresente mais dois textos para que possam observar como outros autores os utilizaram.
5ª etapa
Apresente ainda um novo texto que mostre diferentes maneiras de o travessão indicar o discurso do personagem: no início da frase (por exemplo, em - Oi, tudo bem?), no meio dela ("[...] - ele perguntou, e continuou - [...]) ou no fim ([...] - Samuel falou). Peça que façam a mesma análise com os outro sinais. Organize com o grupo o registro do conhecimento construído por meio da observação, discussão e análise dos textos estudados.
Avaliação
É hora de os alunos aplicarem o que foi aprendido no estudo dessa sequência. Organize atividades individuais de análise de pontuação de textos e depois discuta coletivamente, fazendo intervenções específicas. Observe também se usam esses recursos de pontuação nas próximas produções de texto.
Flexibilização
Para deficiência auditiva
Para que alunos com deficiência auditiva possam participar desta sequência didática, o primeiro passo é ter cópias dos textos para que todos acompanhem a leitura. Disponha a turma em duplas, de maneira em que o aluno surdo seja acompanhado por uma criança bastante concentrada e com expressividade gestual. Numa primeira leitura peça para que grifem de cores diferentes os trechos em que ocorre o narrador e os trechos em que ocorrem falas ou pensamentos de personagens.
Em seguida, peça que listem as personagens e que façam a leitura dramatizada, encenando a história e utilizando mímica. Garanta a participação do estudante com deficiência auditiva.
Durante a leitura dramatizada, faça com que todos verifiquem os discursos utilizados e solicite para que marquem o discurso direto e o discurso indireto em cores diferentes. O uso do travessão como marca do discurso direto deve ser apresentado para a criança surda, explicando-se que para mostrar o diálogo na escrita empregamos o travessão (identificado pelo símbolo). Peça que as duplas observem os diferentes efeitos do discurso direto e do discurso indireto nas narrativas. Questione a turma: qual discurso utilizado traz mais vida às personagens? Depois de discutirem oralmente as diferenças de sentido e de efeito dos discursos com a turma e garantir que tenham grifado os textos, anote todos os apontamentos no quadro, para acompanhamento do aluno com deficiência auditiva.
Para deficiência intelectual
  • Se o estudante ainda não dominar a leitura, faça dupla com ele ou o coloque com um colega mais competente. Leia alguns diálogos marcando bem a entonação de voz do personagem e peça que acompanhe sua leitura seguindo as palavras e pontuações com o dedo.
  • Peça que, em casa, o aluno memorize alguns diálogos para apresentar para os colegas.
  • Dê ao aluno uma legenda com essas pontuações e peça que circule-as no texto.
Deficiências
Auditiva
Intelectual

Um trecho do livro Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector (1920-1977), exemplifica como isso ocorre. Veja só: "Houve um momento grande, parado, sem nada dentro. Dilatou os olhos, esperou. Nada veio. Branco. Mas de repente num estremecimento deram corda no dia e tudo começou a funcionar, a máquina trotando, o cigarro do pai fumegando, o silêncio, as folhinhas, os frangos pelados, a claridade, as coisas revivendo cheias de pressa como uma chaleira a ferver". Claramente, os sinais afetaram o sentido e os efeitos do texto, já que as frases curtas colaboraram para visualizar a lentidão da imagem e as vírgulas da última frase mostram uma sucessão de fatos. 

domingo, 22 de janeiro de 2017

Ensinar é uma arte!



A arte de ensinar é mais do que uma lista de dicas didáticas ou de instruções sobre o como fazer . 

Cada professor, ao desenvolver seus talentos artísticos, sua força comunicativa, sua paixão profissional, transforma o conhecimento em realidade visível e palpável. 

A sala de aula como lugar aberto, em que a linguagem inspiradora, o diálogo, a criatividade e o espírito lúdico oferecem espaço para que todos se vejam como artistas do ensinar e do aprender. 

Todo professor precisa estar ciente da sua responsabilidade para com a criança e com a família.


Sugestão de leitura: Café com Grego (Telêmaco Marrace)





quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A MATEMÁTICA NA SUSTENTABILIDADE. ¹




GÓMEZ, Joaquin Andrés Aranda[2]; THOMAZ, Mariana[3]
GRIMES, Silvana[4]; LANA Daiana[5].

RESUMO: O interesse deste trabalho surgiu através do Projeto Macro do CEI: “Cidadania e Sustentabilidade na Educação Infantil”, que contempla a importância da sustentabilidade no desenvolvimento da sociedade, tendo como principal objetivo ensinar as crianças o desenvolvimento crítico em relação ao Meio Ambiente e suas transformações que vem ocorrendo devido às ações do homem com a Natureza. Diante disso, fica claro que o nosso papel é ensinar a criança a refletir sobre essas mudanças e criar um eixo com a família para que juntos possamos desenvolver propostas que venha conscientizar a sociedade e a colocar em prática os 3’Rs Reciclar, Reduzir e Reutilizar. Mas, como podíamos ajudar, além de separar o lixo? Foi onde surgiu à ideia de criar uma fábrica de reciclados, na qual confeccionamos objetos, jogos e brinquedos com materiais reciclados. Antes de construir é preciso classificar o material e separá-lo: O que vamos precisar para criar? Quais materiais? Quantos serão necessários? E assim por diante. As crianças que trabalham na construção ganham “seu pagamento”, pois, de modo geral, o conhecimento prévio das crianças sobre como se ganha dinheiro é o Trabalho, quem trabalha recebe. Durante o projeto e as propostas desenvolvidas pelas crianças, o “dinheiro” é guardado “numa poupança” e no final do projeto vamos oportunizar uma feira, onde as crianças com o seu “dinheiro” poderão adquirir o que mais lhe agrada. O objetivo deste trabalho é relacionar a matemática no cotidiano das crianças, aprendendo ludicamente conceitos de classificação, seriação, contagem, formas geométricas, cores, valores e o cuidado com o meio em que vive.  Acreditamos que a partir de uma proposta não formal iremos permitir que as crianças criem, explorem e inventem seus próprios modos de expressão e de relação com o mundo. Queremos que as crianças descubram a importância da utilização do dinheiro e da sustentabilidade para um mundo melhor, consumir menos, somente o necessário, reciclar e reutilizar em prol de um futuro melhor.

Palavras Chave: Sustentabilidade. Reutilizar. Reciclar.


1. INTRODUÇÃO

Este projeto iniciou-se através do projeto macro do CEI, “Sustentabilidade e cidadania na educação infantil”, o qual ressalta que Sustentabilidade nada mais é que a utilização racional de recursos naturais para satisfazer as necessidades atuais de uma população, sem que esse uso comprometa as gerações futuras, ou seja, quanto mais cedo o tema Sustentabilidade for abordado com as crianças, maiores serão as chances de despertar a consciência pela preservação do meio ambiente. Essa aprendizagem deve ser inserida de forma lúdica. Por isso, pensamos no que poderíamos fazer para ajudar além de separar o lixo e propor o tema reciclagem?
Além do projeto macro, através de observações, percebemos que as crianças em interações e brincadeiras utilizam à matemática. Então, viemos a pensar em propostas, onde pudéssemos fazer uma ligação com o projeto de “Sustentabilidade” e a Matemática. Foi onde surgiu à ideia de criar uma fábrica de reciclados, na qual confeccionamos objetos, jogos e brinquedos com materiais reciclados. Antes de construir é preciso classificar o material e separá-lo: O que vamos precisar para criar? Quais materiais? Quantos serão necessários? E assim por diante. As crianças que trabalham na construção ganham “seu pagamento”, pois, de modo geral, o conhecimento prévio das crianças sobre como se ganha dinheiro é o Trabalho, quem trabalha recebe. Quem recebe pode comprar o jogo ou o brinquedo que mais gostou, ou seja, de forma lúdica desenvolvemos um trabalho focado na sustentabilidade e na educação fiscal, onde a criança aprende o valor da natureza, de onde tiramos à matéria prima, aprende o verdadeiro sentido de praticar a sustentabilidade e aprende a ser um cidadão consciente, consumir somente o necessário.



2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Desde pequena a criança já se depara com alguns conceitos matemáticos nas suas brincadeiras e interações em grupos. Essa percepção natural é desenvolvida através das mais variadas formas e maneiras sob muitos aspectos como: grandes, pequenos, leves, pesados, curto, longo e tantas outras pequenas noções que a criança vai adquirindo gradativamente conforme seus estímulos e amadurecimento.
O relacionamento da humanidade com a natureza, que teve início com um mínimo de interferência nos ecossistemas, tem hoje culminado numa forte pressão exercida sobre os recursos naturais. Dentro deste contexto, é clara a necessidade de mudar o comportamento do homem em relação à natureza, no sentido de promover sob um modelo de desenvolvimento sustentável (processo que assegura uma gestão responsável dos recursos do planeta de forma a preservar os interesses das gerações futuras e, ao mesmo tempo atender as necessidades das gerações atuais), a compatibilização de práticas econômicas e conservacionistas, com reflexos positivos evidentes junto à qualidade de vida de todos.
Para as DCM`s (2012, p. 74) “a criança, desde que nasce, começa a diferenciar-se na relação eu, outro, pela linguagem, mediada pela cultura dos adultos e de outras crianças, constrói conhecimentos [...]”.  Assim, a sua formação remete a relação entre pensamento e a linguagem simbólica, onde constrói e reconstrói conhecimento espontaneamente.



Ao ser inserido no espaço de Educação Infantil, a criança passa a compartilhar e adquirir novas aprendizagens, construindo seu pensamento lógico sobre determinadas coisas e objetos. Compreende que nesse espaço a criança aprende através de suas brincadeiras, interações em grupos e experiências trazidas por ela, de uma forma tranquila e natural, sem forçar seu amadurecimento, suas limitações, gradativamente ela cria sua independência, como também seu conhecimento prévio sobre números, letras e cores. 
Além de brincar, ouvir historias, pintar, dobrar, cantar, jogar...são algumas atividades que fazem parte do universo infantil.  Mas, onde entra à matemática? Em todos os momentos de interações entre eles, seja contar, calcular, resolver problemas, são ações realizadas de forma natural e intuitiva pelas crianças em seu dia a dia.



3. JUSTIFICATIVA
           
           
A matemática esta em todas as propostas e movimentos não só da Educação Infantil, como também no nosso cotidiano, no CEI a linguagem matemática está presente na roda de conversa, na chamada, na arte, na música, nas brincadeiras, nos cantos temáticos, em histórias, nos jogos e na forma que organizamos nosso pensamento. As crianças sozinhas aprendem muito da linguagem matemática, descobrem formas, coisas iguais e diferentes, leves e pesadas, grandes e pequenas, conseguem organizar, classificar, criam conjuntos, estabelecem relações... É de suma importância o olhar atento do professor, o qual deve disponibilizar diversos materiais para as crianças a fim de possibilitar-lhes tais descobertas.
Nos professores oportunizamos diversas situações que permitem as crianças a desenvolver este processo de aprendizagem, tais como: chamada por crachá – quantas meninas e meninos, a leitura do calendário diariamente, músicas com relações matemáticas, propostas voltadas a organização e estímulos de pensamentos, culinária, brincadeiras com blocos de madeira e peças de encaixe, além de jogos e histórias.
A turma do Pré I B, vem demonstrando grande interesse por alguns conceitos matemáticos, situação na qual nós professoras observamos que através desse meio podemos resolver alguns conflitos que acontecem, sendo trabalhadas com as crianças nas rodas de conversa algumas regras para o bom convívio em sala. Sendo que essa turma apresenta uma faixa etária de idade diferenciada e agitação, situação na qual, nos professoras estamos contornando junto com a matemática. Acreditamos que a partir de uma proposta não formal – de apresentar graficamente o número e traçá-lo – iremos permitir que as crianças criem, explorem e inventem seus próprios modos de expressão e de relação com o outro e com o mundo.
Assim, é importante criarmos condições para que a matemática seja descoberta, oferecendo estímulos e estando atentas às descobertas das crianças.



4. OBJETIVO

Relacionar a matemática no cotidiano das crianças, aprendendo ludicamente conceitos de classificação, seriação, contagem, formas geométricas, cores, valores e o cuidado com o meio em que vive, assim como o conhecimento da utilização do dinheiro e da sustentabilidade para um mundo melhor.



5. DESENVOLVIMENTO

O projeto aplicado está acontecendo no Centro de Educação Infantil Paulo Tallmann, com a turma de Pré I B, durante todo o ano de 2016, sendo este desenvolvido pelas professoras Daiana Lana, Juliana Carneiro, Elizete Tomio e Ivone Conti, tendo como coordenadora do projeto Silvana Grimes.
Este projeto iniciou-se através do projeto de sustentabilidade do CEI, onde apresentamos a reciclagem, mas como podíamos ajudar, além de separar o lixo? Além do projeto macro, através de observações, percebemos que as crianças em interações e brincadeiras utilizam a matemática. Então, viemos a pensar em propostas, onde pudéssemos fazer uma ligação com o projeto macro do CEI sobre “Sustentabilidade” e a Matemática. Foi onde surgiu à ideia de criar uma fábrica de reciclados, na qual confeccionamos objetos, jogos e brinquedos com materiais reciclados. Antes de construir é preciso classificar o material e separá-lo: O que vamos precisar para criar? Quais materiais? Quantos serão necessários? E assim por diante. As crianças que trabalham na construção ganham “seu pagamento”, pois, de modo geral, o conhecimento prévio das crianças sobre como se ganha dinheiro é o Trabalho, quem trabalha recebe, ou seja durante alguns meses iremos arrecadar “dinheiro”, os quais serão guardados em “poupanças” os valores são obtidos através do trabalho realizado na fábrica de reciclados do Pré 1 B, que fica na área externa do CEI, onde uma vez na semana uma professora com um pequeno grupo, planeja de fabricar algum objeto, brinquedo e ou jogo com materiais reciclados, as crianças que trabalham na construção recebem por isso. Enfim todos estão aprendendo e brincando com a matemática e juntando seu “dinheiro”. Mas o que fazer com o dinheiro no final do projeto?
Iremos oportunizar uma feira com nossas construções, onde cada criança poderá comprar o que mais lhe agrada.
Primeiramente em roda de conversa, esboçamos o conhecimento prévio das crianças sobre: Lixo, reciclagem, natureza, meio ambiente e planeta... Conversamos sobre todos os itens mencionados e suas importâncias. Apresentamos as lixeiras seletivas e seus respectivos lixos, oportunizamos diversas propostas referente a isto: selecionamos os lixos, recortamos de revistas, assistimos vídeos sobre os mesmos, criamos alguns objetos com os lixos, foi onde percebemos o interesse das crianças em matemática: sempre estavam contando, separando e ordenando por tamanho e formas. Onde surgiu a ideia de construir a fábrica do reciclado. Na fábrica, muitas coisas foram confeccionados: Chocalho, bilboquê, vai e vem, bonecos, jogos de memória, quebra cabeça, jogos de quantidades, concentração e raciocínio lógico.
Conforme as crianças vão trabalhando, vão juntando dinheiro para no final do ano, na feira do reciclado comprar o que mais lhe agradou.
Os jogos e brinquedos ficam a disposição das crianças na sala para que em qualquer momento possam brincar e jogar.
Além de criar os jogos e brinquedos, propomos a conscientização de alguns animais em extinção ou não como a tartaruga e a abelha, “estudamos” sobre elas e no fim um jogo relacionados a elas foi confeccionado.
Além de participarem no CEI das propostas as famílias também estão envolvidas no projeto, confeccionando objetos utilizando apenas materiais reciclados.
Assim, se dará continuidade para o 2° semestre na construção de novos jogos, brinquedos e aprendizagens.



6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Relacionamos a matemática no cotidiano das crianças, aprendendo ludicamente conceitos de classificação, seriação, contagem, pequenas contas de adição, formas geométricas, fazendo ligação com o projeto de Sustentabilidade.
Sendo assim, justifica-se a escolha deste tema pelo fato da matemática estar presente no cotidiano das crianças, porém na Educação Infantil a aprendizagem acontece espontaneamente, partindo do interesse de cada um.
Dessa forma, o estudo realizado contribuiu para que a criança elaborasse suas hipóteses, num contexto norteado de significados.



REFERÊNCIAS

BLUMENAU. Diretrizes Curriculares Municipais para a Educação Básica. Prefeitura. Secretaria Municipal de Educação. Educação Infantil. Blumenau: Prefeitura Municipal/SEMED, 2012. 108 p.

GRIMES, Silvana. PROJETO: CIDADANIA E SUSTENTABILIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Educação Infantil, BLUMENAU, 2016, p. 2
REAME, Eliane. Matemática no dia a dia da Educação Infantil. São Paulo, Saraiva, 2012.










CEI Paulo Tallmann é indicado para Feira Nacional de Matemática - 2016

O Centro de Educação Infantil (CEI) Paulo Tallmann poderá representar Blumenau e Santa Catarina em eventos nacionais, como a Feira Nacional de Matemática. O trabalho “Matemática na Sustentabilidade”, apresentado durante a Feira Catarinense de Matemática em Timbó, foi um dos indicados pelos avaliadores do evento. A indicação vale ainda para participação em seminários, congressos e até mesmo publicação em revista.
Na proposta do CEI Blumenauense, crianças de 3 a 4 anos aprenderam a criar jogos de matemática com material reciclável. Elas desenvolveram uma fábrica de jogos dentro da unidade, e cada aluno que trabalhava lá recebia dinheiro fictício como pagamento. Com os jogos, foram trabalhadas noções de tamanho, forma e quantidade. No final do ano, o dinheiro fictício poderá ser usado pelas crianças em uma feirinha que será realizada, ensinando desde cedo também a educação financeira.

Sobre a Feira

A 32ª Feira Catarinense de Matemática foi realizada entre os dias 26 e 28, em Timbó. Além do CEI, participaram também a Escola Básica Municipal General Lúcio Esteves e a Escola Isolada Municipal Alves Ramos, representando a rede municipal de ensino. Conforme a organização do evento, ainda não há data prevista para a realização da feira nacional, mas a expectativa é de que ela ocorra no ano que vem.









CEI de Blumenau ganha troféu na Feira Nacional de Matemática/2015

O Centro de Educação Infantil Professora Tereza Raquel de Araújo trouxe mais uma importante conquista para a educação do município. Entre os dias 15 e 17 de julho de 2015, a unidade participou da Feira Nacional de Matemática, realizada em Jaraguá do Sul. O projeto de alimentação saudável apresentado pelos alunos Ana Luiza Carniel e Artur Renken, de cinco anos, foi reconhecido e contemplado com o troféu destaque.
O CEI foi o único da rede municipal de ensino de Blumenau a participar do evento e a primeira unidade de educação infantil do município a chegar à etapa nacional. Para a coordenadora pedagógica Silvana Grimes, a conquista reforça a importância de desenvolver trabalhos como este, incentivando o potencial dos estudantes. Para ela, nessa fase da infância o ensino da matemática deve ser trabalhado sempre de maneira lúdica. “Na educação infantil a criança aprende a comparar, a medir, que é maior e menor, pequeno e grande, alto e baixo, dentro e fora, em cima e embaixo. Por meio desse método que se propiciam trocas de informações e situações que favorecem o desenvolvimento dos alunos”, salienta. A proposta do trabalho foi promover o consumo de alimentos saudáveis entre as crianças e estimular a promoção da saúde de uma forma atraente, lúdica e educativa a partir de diferentes conceitos matemáticos. Foram desenvolvidos diversos jogos como, por exemplo, da velha, memória, quebra-cabeça e sudoku para aproximar os conceitos do cotidiano dos alunos. O trabalho abordou ainda a presença da matemática em outros elementos presentes no dia a dia da criança, como a idade, o corpo, as músicas, as comparações e as brincadeiras.