sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Dinâmica TRABALHANDO JUNTOS!

TRABALHANDO JUNTOS!

* Os pais fazem um círculo, cada um  segurando um balão e a professora fica no meio do círculo, 
* Uma participante da reunião foi convidada para ser a ajudante da professora na brincadeira,
* Ao sinal todos começaram a jogar os balões para cima, sem desmanchar o círculo tinham que tocar os balões sem deixar cair no chão.
* A ajudante ia tocando um pai de cada vez e este ia se sentando e deixando o balão na brincadeira,
* Todos tinham que se esforçar para que nenhum balão caísse no chão,
* A professora continuava no meio tentando, manter os balões no ar... Porém após todos os pais sentados a professora continua sozinha, mas, não desiste tenta manter os balões no ar.


REFLEXÃO: Fazer com que observam"essa professora não está dando conta de segurar os filhos de vocês"!
E daqui partimos para a reflexão que queríamos:
 A professora precisa da ajuda dos pais para poder realizar um bom trabalho. 
Os pais não podem apenas largar os filhos na escola sem saber com quem eles estão e sair de cenas sem saber o que acontece e as dificuldades que a professora, que a escola está enfrentando. Precisamos trabalhar juntos, como uma equipe, para que a educação funcione, afinal dentro de uma sala tem uma gama de balõezinhos, uma de cada tamanho, cor, pensamento e sentimento diferentes, somente com a ajuda dos pais será possível compreendê-los e promover um bom desenvolvimento para a criança, deixar a professora "sozinha" para segurar tantos balõezinhos no ar será impossível!

Dinâmica onde está meu filho?

 ONDE ESTÁ MEU FILHO?


-Cada pai/mãe enche um balão colorido e desenha nele o seu filho. Pode desenhar o corpo inteiro ou somente o rosto, pode também escrever o nome da criança;
-Todos ficam em círculo e aos comandos da professora vão tocando no balão:

* Segurem com carinho seu filho...
* Agora toque levemente para cima...ele está começando a sair de casa...está indo pra escola;
* Agora toque um pouquinho mais forte, ele vai sair com a tia...
* Isso, agora um pouquinho mais forte, ele está indo dormir fora pela primeira vez...
* Agora com mais força...eles estão indo pra primeira colônia de férias...
* Mais forte, deixem ir bem longe, pois agora estão indo pra praia com a madrinha...
* Tente não perdê-lo de vista, mais toque o mais forte que puder e não saia do seu lugar, agora pegue o balão que estiver perto de você...
* Ei, onde está seu filho? Você conhece a pessoa que o está segurando agora?

OBSERVAR: A reação dos pais  durante a dinâmica ao perceber o medo que tiveram de soltar os "filhos-balões". 

REFLEXÃO REALIZADA: Você sabe quem é a pessoa que está com seu filho? 
O que ela pensa? Será que gosta de criança? Será que vai entender o jeito de ser dele?
 Será que irá tratá-lo com carinho e atenção? Qual o nome desta pessoa? -

 Refletir sobre a importância dos pais conhecerem a escola e a professora da criança, saber como a escola funciona, como a professora trabalha, afinal é com ela que eles estão deixando as suas "produções", seus "balões", o seu bem maior! Seu filho! Presente de Deus!

Dinâmica do Monstrinho!!!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Adaptação.


Adaptação.
A entrada da criança na escola é um marco na vida dela e dos seus pais, permeado por um misto de emoções: ansiedade, medo, insegurança e excitação.
A sensação de deixar seu filho com outras pessoas e fora de casa gera sofrimento e incertezas. Isto é normal, já que este é o primeiro processo de separação do contexto familiar que muitas crianças vivem. 
Porém tal evento deve ser encarado da forma mais natural possível, pois faz parte do desenvolvimento da criança.

Algumas ações podem contribuir para facilitar essa adaptação - sua e do seu filho:
1.Crie uma imagem positiva da escola, compartilhando com seu filho momentos felizes que viveu nessa época.
2.Acompanhe a criança no reconhecimento do espaço escolar. Algumas escolas permitem a permanência dos pais em sala de aula, aproveite para conversar e ver que vocês não os único com temores.
3.Seja verdadeiro e aberto com a criança! Explique que ele irá a escola, ficará com a professora e os colegas e depois retornará para casa.
4.Na volta para casa, deixe que a criança converse livremente sobre o que viveu, nada de bombardeá-la de perguntas. Segure sua curiosidade e transmita interesse, apoio e segurança.
5.Mantenha um bom diálogo com a equipe pedagógica e não hesite em tirar todas as suas dúvidas. Estabeleça uma relação de confiança com a escola!

Seja paciente e desfrute de cada momento, afinal é o início de uma grande história!

Novo acordo ortográfico!

Novo Acordo Ortográfico
Novo Acordo Ortográfico
A vigência obrigatória do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa passa a valer a partir do dia 1º de janeiro de 2016. A implementação estava prevista para 2013, mas o governo brasileiro adiou a medida para alinhar o cronograma com o de outros países lusófonos e dar prazo maior para a adaptação da população. O Acordo tem como objetivo unificar as regras do português escrito em todos os países que têm a língua portuguesa como idioma oficial. Confira a seguir quais serão as mudanças para os brasileiros 

Entre as mudanças na língua portuguesa ocasionadas pela reforma ortográfica, podemos citar o fim do trema, alterações da forma de acentuar palavras com ditongos abertos e que sejam hiatos, supressão dos acentos diferencias e dos acentos tônicos, novas regras para o emprego do hífen e inclusão das letras w, k e y ao idioma.
VAMOS COMEÇAR COM O TREMA

Com o novo acordo ortográfico o trema deixou de existir em todas as palavras da língua portuguesa. Se você se preocupava em escrever linguiça ou pinguim com os dois pontos em cima do u, esqueça.
 ANTES:
  • AGÜENTAR;
  • AMBIGÜIDADE;
  • FREQÜENTAR;
  • CONSEQÜÊNCIA;
  • SEQÜESTRO
AGORA:
  • AGUENTAR;
  • AMBIGUIDADE;
  • FREQUENTAR;
  • CONSEQUÊNCIA;
  • SEQUESTRO
Fique atento! 
O trema ainda existe em nomes próprios estrangeiros e suas derivações, como Bündchen, Müller e mülleriano, por exemplo. 
DITONGOS ABERTO
Com o novo acordo ortográfico, deixaram de existir os acentos nos ditongos – o encontro de duas vogais pronunciadas em uma só sílaba, como por exemplo ideia (EI é um ditongo) – abertos de palavras paroxítonas (que possuem acentuação na penúltima sílaba) como: moreia, europeia, paranoia, centopeia e onomatopeia.

ANTES:

  • IDÉIA;
  • ASSEMBLÉIA;
  • HERÓICO;
  • CORÉIA;
  • JIBÓIA
AGORA:
  • IDEIA;
  • ASSEMBLEIA;
  • HEROICO;
  • COREIA;
  • JIBOIA
LEMBRANDO QUE:

Um jeito fácil para identificar qual é a sílaba tônica, é o de “chamar” uma palavra, a sílaba que “seguramos” é a tônica da palavra em questão. 

Os acentos agudos ou circunflexos devem aparecer nas paroxítonas terminadas em: 


R - Câncer, revólver

X - Fênix, tórax 

N - Hífen, Éden 

L - Amável, difícil

I - Júri, pônei 

IS - Lápis, fósseis

Ã/ÃS - Órfã, ímãs 

ÃO/ÃOS - Sótão, órgãos 

US - Bônus, vírus 

UM/UNS - Fórum, álbuns 

PS - Bíceps, fórceps 

Para gravar essas regras, acentuam-se as paroxítonas terminadas em todas as consoantes da palavra RouXiNoL, mais as terminações em: i, is, ã, ãs, ão, ãos, us, um, uns e ps.

Os que não deverão ser acentuados são os ditongos abertos “ei/oi” nas paroxítonas, mas não confunda, são os ditongos abertos na sílaba que caracteriza as paroxítonas e não paroxítonas terminadas com a letra “i”, pois neste caso serão acentuados como nos exemplos acima.

 Sendo assim, não se acentuam: heroico, jiboia, ideia, assembleia, aldeia, baleia etc. Para não errar, no momento em que ler uma paroxítona, note se na sílaba tônica há os ditongos abertos “ei/oi”, se os tiverem, é só não os acentuar.

HIATO

Com o novo acordo ortográfico, deixaram de existir os acentos circunflexos nos hiatos – uma sequência de vogais que pertencem a sílabas diferentes, como por exemplo enjoo (as sílabas da palavra são en/jo/o) – nos seguinte casos:

• oo – entoo, perdoo e abençoo
• ee – creem, releem e preveem
ANTES:
  • VÔO:
  • ENJÔO;
  • VÊEM;
  • LÊEM

AGORA:
  • VOO;
  • ENJOO;
  • VEEM;
  • LEEM

ACENTO DIFERENCIAL

Os acentos diferenciais, que são usados para distinguir duas palavras iguais com significados diferentes, como por exemplo pára (do verbo parar) e para (preposição) deixa de existir nos seguintes casos:
• Para (verbo)
• Pelo (substantivo) – que se diferencia da preposição pelo
ANTES:
  • PÁRA;
  • PÊLO;
  • PÓLO;
  • PÊLA
AGORA:
  • PARA;
  • PELO;
  • POLO;
  • PELA
Atenção! A nova regra não se aplica para:
• Pôde (do verbo poder no passado), que mantém o acento para se distinguir de pode, o uso do verbo no presente;
• Pôr (verbo), que mantém o acento para se diferenciar da preposição Por.
U E I TÔNICOS
A letra U deixa de ser acentuada nas sílabas que, qui, gue e gui de verbos como apaziguar, averiguar e obliquar.
Também perdem os acentos as palavras paroxítonas que têm a letra I ou U tônicos precedidos por ditongos, como a palavra feiura. 
ANTES:
  • APAZIGÚE;
  • AVERIGÚE;
  • OBLIQÚE;
  • FEIÚRA
AGORA:
  • APAZIGUE;
  • AVERIGUE;
  • OBLIQUE;
  • FEIURA
ALFABETO
A partir da nova regra ortográfica, o alfabeto brasileiro ganha mais três letras, passando de 23 para 26 letras no total. Foram incluídos o K, o W e o Y.
A inclusão das novas letras não é totalmente uma novidade para o brasileiro. Elas já eram usadas em algumas situações, como siglas ou palavras originárias de outras línguas:
Exemplos: km (abreviação de quilômetro), w (abreviação de watts), kg (abreviação de quilograma), kung fu, Washington, Kaiser e Franklyn.

Como ensinar pontuação! Fonte: acervo.novaescola

Como ensinar pontuação - Sequencia Didática
Como ensinar pontuação - Sequencia Didática 


Considerar que a vírgula tem a função de indicar uma pausa breve, o ponto de dar descanso à leitura e a interrogação de marcar a entonação é se basear na ideia de que eles servem apenas para marcar uma leitura em voz alta - o que, considerando o uso atual da língua, é no mínimo insuficiente. A pontuação é um dos recursos que o escritor utiliza para dividir o texto em unidades de sentido, dando hierarquia às informações e ajudando o leitor a compreender o que ele quer dizer. Pontuar, portanto, não é uma atividade secundária na escrita, mas faz parte dos recursos na produção do texto, assim como as diferentes tipologias, os espaços em branco, o negrito, as notas de rodapé e quadros, que têm essa mesma função. 
Veja também: Sinais de Pontuação
Ao trabalhar o conteúdo em sala de aula, você deve deixar de lado a velha fórmula de apresentar regras que predeterminam as funções dos sinais e esperar que os alunos as decorem. Como as crianças entram em contato com a pontuação já em suas primeiras situações de leitura e escrita, o mais adequado é aproveitar a familiaridade delas com os textos para analisar os diferentes usos dos recursos de pontuação nos mais variados gêneros. O essencial, portanto, é notar o contexto em que estão, a intenção que devem produzir e a maneira como o autor quis passar suas ideias (VEJA a sequência didática NO FINAL DA POSTAGEM)
Quem está acostumado a ensinar com base nas regras e muda a prática em sala de aula para a análise de variadas obras sente uma diferença brutal na aprendizagem dos estudantes. Foi o que ocorreu com Milene Aparecida de Lima Moreira, que leciona no 4º ano da EM Bernardo Ferreira Guimarães, em Rio Piracicaba, a 132 quilômetros de Belo Horizonte. Quando começou a fazer cursos de formação continuada sobre produção de texto, ela repensou sua maneira de trabalhar. Nos primeiros meses de aula, já utilizou os novos conhecimentos. 
Com base nos resultados de uma produção individual de texto, Milene identificou os erros dos estudantes e os itens a que precisaria dar mais atenção. "Eles acertavam na grafia das palavras e na construção da composição, mostrando coerência e começo, meio e fim bem delimitados", explica. No entanto, apesar de usarem os sinais de pontuação em exercícios com frases soltas, eles tinham dificuldades no momento de escrever textos completos. "As crianças usavam de vez em quando o ponto final e a vírgula. E só", relata. Milene criou uma série de atividades com o objetivo de analisar o uso de sinais que aparecem com frequência nos diálogos das fábulas, como dois-pontos e travessão. Para ela, a pontuação hoje tem outro propósito: "Se você quer que os alunos produzam bons textos, com fluência e lógica, esqueça as atividades de pontuação de frases isoladas", diz com propriedade.
Uma avaliação da pontuação, mais especificamente sobre o uso da letra maiúscula no início das frases na escrita infantil, foi o tema da tese de doutorado de Telma Weisz, especialista em alfabetização e supervisora pedagógica do programa Ler e Escrever, da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo. Na pesquisa, ela ressalta duas atividades importantes para levar a criançada a refletir. Uma ocorre durante a revisão, quando os aprendizes se debruçam sobre as próprias produções. A outra consiste na apreciação de obras de bons autores. Dessa forma, elas conseguem notar as regularidades existentes no estilo de escrita em questão e os efeitos que elas causam na leitura. Afinal, para conseguir escrever composições de qualidade, é preciso ter um bom repertório. 
Telma cita os textos jornalísticos como um material interessante para ajudar a pensar sobre os usos da vírgula, já que em jornais e revistas é possível identificar variados usos dela. O ideal, contudo, é diversificar: quanto mais amplo o leque de publicações com que as crianças entram em contato, mais rica é a bagagem de conhecimento que elas adquirem. Questioná-las sobre o porquê de uma vírgula ter sido colocada em determinado lugar ou o motivo de o autor ter usado reticências faz com que elas pensem e possam refletir sobre as intenções do autor. Sempre é possível repensar o uso de um sinal e trocar ideias com os colegas sobre ele. "A intervenção pedagógica é voltada para a reflexão sobre o funcionamento da pontuação num texto em particular e não para a formulação de prescrições genéricas", diz Telma. 
Sua lição de casa estará completa quando você conseguir articular diferentes atividades de leitura e produção de texto, analisando o papel da pontuação no discurso escrito. Há várias maneiras de fazer isso: propor leituras, pedir produções de texto, organizar a reescrita de histórias e solicitar que as crianças revisem os próprios textos. Com isso, elas podem notar as regularidades e perceber quando as regras fazem sentido, como a proibição do uso da vírgula entre o sujeito e o predicado. Essa sistematização do conteúdo não significa procurar regras para encaixar os exemplos, mas saber o que se quer comunicar e a capacidade desses recursos de influenciar a qualidade dos textos.
Sequência Didática - Pontuação nos discursos
Objetivo(s) 
  • Analisar o modo de introdução do discurso do personagem na fala do narrador: discurso direto e indireto.
  • Constituir um repertório de marcas gráficas.
  • Reconhecer as diferenças de efeitos de sentido no uso dos discursos direto e indireto.
Conteúdo(s)
Pontuação nos discursos direto e indireto.
Ano(s)



Tempo estimado
5 aulas
Material necessário
Cópias de cinco textos de um mesmo gênero (contos, crônicas, lendas ou fábulas) que utilizem de maneiras variadas o discurso direto (com aspas, travessão, dois-pontos, parágrafo) e o indireto (com recursos diversos para contar o que diz o personagem).
Desenvolvimento
1ª etapa
Forme duplas e distribua dois textos. Eles devem mostrar maneiras diferentes de apresentar a fala dos personagens (pelo discurso direto e pelo indireto). Discuta as obras dos autores, seu estilo e as características do gênero. Dê alguns minutos para que todos leiam individualmente o material. Em seguida, diga que notem como cada autor organizou o discurso e produziu efeitos utilizando a pontuação para construir o sentido.
2ª etapa
Peça que observem qual diferença há entre os textos em relação aos discursos direto e indireto. Em qual das maneiras as reações do falante são retratadas com mais fidelidade? Qual jeito de contar a história deixa o leitor mais distante das reações?
3ª etapa
Retome os dois textos e peça que os estudantes identifiquem as marcas de 1ª pessoa e de 3ª pessoa, relacionando-as com seus efeitos de sentido. Diga que os alunos destaquem com lápis coloridos as formas de representar as falas dos personagens. A intenção é que percebam a presença no discurso direto de verbos em 1ª pessoa (quando o autor reproduz literalmente a fala do personagem) e que no discurso indireto os verbos estão em 3ª pessoa (e o narrador conta o que o personagem falou).
4ª etapa
Levante a discussão sobre as diferentes possibilidades de marcar no texto o discurso direto: dois-pontos, aspas, parágrafo e travessão. Apresente mais dois textos para que possam observar como outros autores os utilizaram.
5ª etapa
Apresente ainda um novo texto que mostre diferentes maneiras de o travessão indicar o discurso do personagem: no início da frase (por exemplo, em - Oi, tudo bem?), no meio dela ("[...] - ele perguntou, e continuou - [...]) ou no fim ([...] - Samuel falou). Peça que façam a mesma análise com os outro sinais. Organize com o grupo o registro do conhecimento construído por meio da observação, discussão e análise dos textos estudados.
Avaliação
É hora de os alunos aplicarem o que foi aprendido no estudo dessa sequência. Organize atividades individuais de análise de pontuação de textos e depois discuta coletivamente, fazendo intervenções específicas. Observe também se usam esses recursos de pontuação nas próximas produções de texto.
Flexibilização
Para deficiência auditiva
Para que alunos com deficiência auditiva possam participar desta sequência didática, o primeiro passo é ter cópias dos textos para que todos acompanhem a leitura. Disponha a turma em duplas, de maneira em que o aluno surdo seja acompanhado por uma criança bastante concentrada e com expressividade gestual. Numa primeira leitura peça para que grifem de cores diferentes os trechos em que ocorre o narrador e os trechos em que ocorrem falas ou pensamentos de personagens.
Em seguida, peça que listem as personagens e que façam a leitura dramatizada, encenando a história e utilizando mímica. Garanta a participação do estudante com deficiência auditiva.
Durante a leitura dramatizada, faça com que todos verifiquem os discursos utilizados e solicite para que marquem o discurso direto e o discurso indireto em cores diferentes. O uso do travessão como marca do discurso direto deve ser apresentado para a criança surda, explicando-se que para mostrar o diálogo na escrita empregamos o travessão (identificado pelo símbolo). Peça que as duplas observem os diferentes efeitos do discurso direto e do discurso indireto nas narrativas. Questione a turma: qual discurso utilizado traz mais vida às personagens? Depois de discutirem oralmente as diferenças de sentido e de efeito dos discursos com a turma e garantir que tenham grifado os textos, anote todos os apontamentos no quadro, para acompanhamento do aluno com deficiência auditiva.
Para deficiência intelectual
  • Se o estudante ainda não dominar a leitura, faça dupla com ele ou o coloque com um colega mais competente. Leia alguns diálogos marcando bem a entonação de voz do personagem e peça que acompanhe sua leitura seguindo as palavras e pontuações com o dedo.
  • Peça que, em casa, o aluno memorize alguns diálogos para apresentar para os colegas.
  • Dê ao aluno uma legenda com essas pontuações e peça que circule-as no texto.
Deficiências
Auditiva
Intelectual

Um trecho do livro Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector (1920-1977), exemplifica como isso ocorre. Veja só: "Houve um momento grande, parado, sem nada dentro. Dilatou os olhos, esperou. Nada veio. Branco. Mas de repente num estremecimento deram corda no dia e tudo começou a funcionar, a máquina trotando, o cigarro do pai fumegando, o silêncio, as folhinhas, os frangos pelados, a claridade, as coisas revivendo cheias de pressa como uma chaleira a ferver". Claramente, os sinais afetaram o sentido e os efeitos do texto, já que as frases curtas colaboraram para visualizar a lentidão da imagem e as vírgulas da última frase mostram uma sucessão de fatos. 

domingo, 22 de janeiro de 2017

Ensinar é uma arte!



A arte de ensinar é mais do que uma lista de dicas didáticas ou de instruções sobre o como fazer . 

Cada professor, ao desenvolver seus talentos artísticos, sua força comunicativa, sua paixão profissional, transforma o conhecimento em realidade visível e palpável. 

A sala de aula como lugar aberto, em que a linguagem inspiradora, o diálogo, a criatividade e o espírito lúdico oferecem espaço para que todos se vejam como artistas do ensinar e do aprender. 

Todo professor precisa estar ciente da sua responsabilidade para com a criança e com a família.


Sugestão de leitura: Café com Grego (Telêmaco Marrace)